Figura 01 – Bandeiras do estado de Maine, do país e da universidade.

A Universidade de Maine (UMaine) é uma universidade que possui muitos estrangeiros. Acredito que pela sua proximidade com o Canadá, muitas pessoas de lá vem estudar aqui. Além disso, a universidade recebe muitos estudantes da Arábia Saudita, China, Japão, Índia, Coreia, Vietnã e África. Alguns estudantes também são europeus e uma minoria da América latina está aqui, com exceção do Brasil, pois somente de alunos brasileiros a universidade já possui na casa dos trinta, incluindo alunos de graduação e pós-graduação.

            Xenofobia não parece ser algo que, se existir, ofereça preocupação, já que estamos falando de uma universidade de público estrangeiro. Certas vezes, quando as pessoas escutam ou sabem que você é do Brasil, já ficam animadas pra saber de você é e do lugar que você vem do Brasil. O primeiro trabalho que fazemos aqui é de verdadeiros embaixadores do Brasil. Houve uma feira sobre apresentações de cada nacionalidade existente na universidade, a apresentação do Brasil foi um sucesso, porém iremos falar disso mais adiante.

            Quanto a questões de infra estrutura para estadia do estudante, o Instituto Internacional de Educação (IIE) arca com todos os custos. Incluindo o pagamento dos dormitórios e do uso dos restaurantes. Assim que o aluno chega à universidade, é lhe dado um cartão com sua identificação cujo nome é MaineCard. Este cartão será de uso básico do aluno, sua utilidade será descrita a seguir.

Dormitórios e apartamentos:

Figura 02 – Knox Hall.

 

Figura 03 – DTAV Community Center.

Na Universidade de Maine, os alunos são alojados em dormitórios ou apartamentos da própria universidade. No meu caso, eu fico alojado em um dormitório (Fig. 01), em que cada quarto é ocupado por duas pessoas, geralmente de nacionalidades diferentes, seja um americano com um estrangeiro ou dois estrangeiros, para que os mesmos evitem falar sua língua nativa, forçando assim o uso do inglês na comunicação.

Outro tipo de moradia são os apartamentos (Fig. 02) uma espécie de casa, onde reside em média quatro a cinco estudadas, sendo dois quartos para duas pessoas e um quarto individual, nessa moradia oferece sala de estar, sala de jantar, cozinha, dispensa e banheiros (geralmente separados, a parte que encontra-se o chuveiro em um e a que encontra-se a pia e mictório em outro)

Para a entrada do estudante no dormitório, é preciso que o mesmo utilize de seu MaineCard, isto é, as portas dos dormitórios são elétricas. Incluindo a porta dos quartos dos estudantes, as quais necessitam do uso do cartão e logo em seguida da inserção de senha para a abertura da porta.

Cada quarto já possui cama, armário, aquecedor (pois em Maine, o inverno é muito frio, e certas vezes a temperatura chega na casa de menos trinta com sensação térmica de menos cinquenta) e tudo o que é preciso para satisfazer as necessidades básicas de um estudante. Além disso, cada prédio possui sua própria lavanderia, com exceção do DTAV, que tem a lavanderia para os apartamentos em um prédio adjacente; onde há algumas maquinas de lavar e secadoras para uso, mas é necessário que o próprio estudante compre o seu sabão para lavagem e pague a taxa de uso de cada máquina. Porém, o IIE deposita semestralmente oito lavagens e oito secagens de roupas, se acontecer do aluno precisar utilizar mais vezes a área de lavandeira, o mesmo deverá pagar o valor de seus próprios fundos.

Alimentação:


Figura 04 – Restaurante universitário Wells Central.

No que diz respeito à alimentação, a universidade possui três restaurantes básicos e um restaurante central. A Figura 03 acima representa um dos três restaurantes básicos. Nos restaurantes básicos, o plano de refeições do aluno é pago pelo IIE, no nosso caso como alunos internacionais com uma bolsa que cobre o valor para essas refeições, isto é, o aluno não precisa “pagar” para se alimentar; basta que o mesmo passe seu MaineCard nas máquinas de entrada desses respectivos restaurantes.

Já no restaurante central, o aluno deve pagar para se alimentar, pois o IIE não arca com custos do restaurante central. Porém existe um outro crédito que é depositado semestralmente no MaineCard cujo nome é Dining Funds, que pode existir ou não, dependendo do plano de refeições escolhido pelo aluno na inscrição da UMaine. Este crédito é no valor de quatrocentos dólares (U$ 400,00) e pode ser utilizado no restaurante central ou nas lojas de conveniência existentes nos restaurantes básicos.

Portanto, a universidade juntamente com o IIE provém todas as condições básicas de sobrevivência do aluno. As quais eu jamais vi no Brasil, infelizmente. A adaptação por aqui não é muito difícil, porém ao mesmo tempo não é muito fácil. Principalmente nas questões do clima, realmente diferente no inverno, a comida e, evidentemente, as pessoas. Mas tudo é uma questão de adaptação, a qual, qualquer pessoa pode fazer.

No que diz respeito a período escolar, eu não tenho muita experiência, pois estou no período de estudo de inglês, somente. Portanto não posso falar sobre laboratórios ou outras coisas. Mas o que eu posso dizer é que a cultura de respeito ao horário é muito importante quando se está em um intercâmbio. Os professores respeitam rigidamente os horários de aula e procuram fazer os alunos darem o máximo de si mesmos. Sem dúvida, somente a aprendizagem do inglês já está somando para o meu profissional. Pois antigamente eu não poderia pegar um artigo científico para ler e hoje isso é diferente. Sem dúvida, o inglês é uma parte muito requisitada de um profissional. Afinal, em grandes empresas como a Vale e a Petrobrás, haverá pessoas de diferentes partes do mundo trabalhando juntas. E a comunicação poderá se fazer, na maioria das vezes, por intermédio do inglês. Então, sem dúvida, estar participando do programa ciências sem fronteiras já está fazendo a diferença no meu currículo.

A biblioteca de UMaine é um espaço ótimo para estudo, pois oferece silencio, apesar da grande quantidade de pessoas que a usam; vários espaços, uma gama surpreendente de livros e uma arquitetura, em certos espaços, belíssima. A biblioteca possui muitos computadores individuais e mesas, individuais e coletivas, para uso do aluno. Além disso, é muito comum ver a descentralização da biblioteca. Praticamente todos os prédios possuem uma biblioteca de acordo com a natureza de estudo de cada prédio. Infelizmente na minha universidade ainda não é possível se ver isso. A seguir uma imagen da biblioteca da universidade:

 

Figura 05 – Biblioteca da UMaine.

            A universidade também possui lugares para prática de esportes e lazer. O IIE arca com os custos das mensalidades para que os alunos de intercâmbio possam utilizar estes lugares.

Essas são algumas coisas que já vivenciamos nessa universidade, de fato é uma oportunidade única que estamos tendo de conhecimento e consequentemente irá resultar no nosso engrandecimento como profissionais de Engenharia Ambiental e Energias Renováveis.

 

Figura 06 - The Brazilian guys (Ana Karla, Vinicius e Rodrigo) at University of Maine.

 

 

A Noruega tem sido um experiência fantástica em termos de estudo e vivência. Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), a Noruega continua com o maior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Isso teve consequências relevantes para minha adaptação.

Os preços de produtos comuns em terras norueguesas são um dos mais altos no mundo. Isso no início causou espanto para todos os estudantes brasileiros. Achava-se que era um absurdo e que a população devia sofrer com isso. Entretanto, em contato com a cultura, pode-se perceber um dos fatores dos altos preços: Toda pessoa na Noruega recebe salário mínimo acima da média mundial. O fator distribuição de renda e que cada pessoa pode receber um bom salário é evidente.

Os impostos pagos é um fator importante para os altos preços. O retorno desse valor é evidente. Em todas as partes da Noruega, o transporte público é eficiente e padrão. Os mesmos metros e ônibus que passam pela área central são os mesmo a circular nas áreas periféricas. Todos de excelente qualidade. Os alunos da universidade pagam apenas uma irrisória quantia por semestre. Considera-se que a universidade é pública. Todos os campus da cidade são bem estruturados e se incentiva o aluno a passar o maior tempo possível no ambiente estudantil. O campus tem cafeterias, mercados, livrarias, academia, bibliotecas e inúmeros tipos de atividades de lazer.

Um grande desafio que todos me alertaram foi o inverno. O receio desta estação do ano é evidente em todos que chegam. Todavia, os noruegueses sabem como lidar com o frio e repassam isso para os estrangeiros. Todas as casas, lojas, universidades são bem equipadas. O incentivo a sair de casa no inverno é respondida com o ditado norueguês: “Não existe tempo inapropriado, só existe roupa inadequada!”.

Quanto a parte estudantil, o sistema norueguês é um tanto interessante e desafiador. Os alunos, geralmente, não passam mais do que 2 horas por disciplina dentro da sala de aula e a cada 1 hora há um pausa. Isto é feito para incentivar os alunos a buscarem também o conhecimento fora da sala de aula e por conta própria. A matéria é explicada de forma excelente e de forma a instigar o aluno a aprofundar seu estudo sobre tópico da aula. As aulas são fundamentadas na resolução de exercícios que fixam conhecimento e permitem o debate sobre as dúvidas.

As aulas são compostas por um grupo heterogêneo. Há pessoas de todas as partes do mundo e cada um é incentivado a contribuir com informações sobre o seu “background”. Muitos tópicos abordados tinham exemplos ao redor do globo. Se o aluno não entende alguma parte, o professor busca a forma mais próxima da realidade do aluno quando possível. Por exemplo, estudando o ciclo hidrológico norueguês. O professor explicou sobre o que acontecia na Amazônia, a fim de que atentasse para a diferença em relação ao meio ambiente na Noruega.

O período de estudo é de um ano e sem dúvida o aprendizado continua. A Noruega tem muita a oferecer. Isto é um pouco da minha vivência aqui. Por fim, queria deixar registrado as belezas naturais daqui. A foto de uma das montanhas mais famosas, Trolltunga. Noruega surpreende expectativas.

 

RAMON SILVA E PAULO EDUARDO DA EAER 11 ESTÃO NO INTERCÂMBIO EM UMA UNIVERSIDADE DO CANADÁ PELO CIÊNCIA SEM FRONTEIRAS

Ramon Silva e Paulo Eduardo no Instituto de Engenharia da Fanshawe College, Canadá

 

Experiência de Paulo Eduardo

                No inicio foi um pouco difícil a minha adaptação, principalmente por causa do idioma, o inglês no caso. No entanto estou me adaptando e gostando muito, o povo canadense é muito receptivo e eu estou morando em casa de família, para aprender um pouco da cultura canadense e melhorar o meu inglês. Eu estou morando em London, província de Ontário, e estudando na Instituição Fanshawe College. Primeiramente, eu estou estudando somente o inglês nos 6 meses iniciais (podendo ser prorrogado) para posteriormente fazer um estágio e cursar disciplinas referente ao meu curso EAER. A minha estadia no Canadá é de 18 meses.

               A universidade me oferece todo tipo de suporte, salas bem equipadas, excelentes professores, 2 quadras de esporte, excelentes laboratórios, academia (preço acessível para estudantes), área de lazer, lanchonetes. Muitos estudantes de vários países vem estudar aqui no Canadá, pelo fato de ser um país de primeiro mundo e bem receptivo. Em vista disso, tenho feito vários amigos estrangeiros, fazendo contatos e divulgando a importância do meu curso para os mesmos. Outro ponto importante é que os estudante não precisam pagar pelo transporte público e não se preocupar com a violência, pois aqui, se houver, é minimo.

 

Experiência de Ramon Silva

            Sou bolsista no Projeto Ciência sem Fronteiras (CsF), resido na cidade de London, na Província de Ontário, estou estudando na Fanshawe College, minha estadia no país tem duração de 12 meses mais podendo prolongar para mais seis meses totalizando 18 meses e está baseada em três etapas, 1) Curso de Inglês com duração de seis meses; 2) Estágio em uma empresa; 3) Disciplinas voltadas para a área de Tecnologia Ambiental.

            A Fanshawe possui excelentes professores com laboratórios bem equipados, áreas de esportes e lazer, biblioteca, loja de livro, cafeteria, entre outras estruturas. Na minha sala de aula tem estudante de vários países e mais cinco brasileiros pelo CsF.

Meus primeiros dias foi um pouco difícil principalmente pela segunda língua, no caso o Inglês, não entendia quase nenhuma palavra, até aquelas que estavam no meu vocabulário, pois os canadenses falam muito rápido e eu também eu não estava acostumado com a pronúncia de um nativo.

            Optei por morar em Homestay (casa de família), pois é uma excelente opção para praticar o Inglês. Os integrantes da família são ótimas pessoas, me tratam super bem e tenho aprendido muito com eles, pois quase sempre depois da janta conversamos e quando falo algum de errado eles me corrigem. A comunicação ainda é difícil, porém uma coisa que aprendi aqui é que não devo ficar calado por vergonha de falar errado.

            Falando um pouco do país, logo no primeiro dia fiquei encantado com esse “mundo tão distante do brasil”, pelo fato de que as pessoas realmente respeitam as leis de trânsito (respeitam os limites de velocidade, os motoristas param nas faixas de pedestres), na questão de segurança (no transporte publico muito usam o laptop e celulares no ônibus e andar altas horas da noite é seguro), respeito com o próximo, especialmente com os deficientes e idosos.

            Nos três meses que estou passando aqui pude notar que o povo canadenses são bastantes receptivos e prestativos com os estrangeiros, por exemplo, quando alguma informação os canadenses sem dúvidas dará toda a atenção mesmo que o estrangeiro não domine a língua local, porém são um pouco frios quando se trata de amizade, dificilmente um canadense pede para alguém lhe fazer uma visita e difícil até fazer amizades como os mesmos.

            Notei também que a visão que eles têm do Brasil é do um país do Carnaval, do Futebol, da garotas bonitas, da violência, da corrupção, enfim do “Jeitinho Brasileiro”, este último ficou claro para mim quando em sala de aula o professor falou que quando algum aluno faltasse em aula teria que avisa-lo e se fosse caso de doença teria que levar atestado médico, após isso ele disse que os brasileiro presentes na sala não iria poder comprar atestado médico para faltar na aula pois ele sabia que no Brasil as pessoas pedia ou comprava atestado médico sem o paciente está doente para falta na aula ou no trabalho. Outra situação foi acerca do horário, em que outro professor disse que no Brasil as pessoas chegavam na hora que queriam em sala de aula ou em algum evento.

            Umas das coisas que senti muita diferença do Brasil é que aqui a segurança realmente funciona, durante minha estadia nesta cidade nunca vi uma notícia referente a roubo ou crime, na verdade vi sim no noticiário sobre crime, a notícia era sobre um canadense que foi assaltado, os criminosos levaram o carro do mesmo e o mataram no Rio de Janeiro.

            Ainda sobre noticiários, nos jornais falam bastante sobre a uma realidade que está preocupando muitos cidadão, o desemprego, pois é fato que as empresas multinacionais estão migrando para China e deixando os Canadenses muito impaciente com a questão, não sei se é relacionado a isso mas pessoas graduadas de várias parte do mundo vem para este país com intuído de empregos na sua área de atuação, porém nos conseguem empregos na área e são “forcadas” a trabalhar em outra profissão, por exemplo, taxista ou atendente comercial.

            O Canadá é um país realmente de primeiro mundo, o intercâmbio está sendo uma experiência ímpar na minha vida e na minha carreira profissional, muitos estudantes deveriam passar por essas experiência pois além de poder conhecer outras culturas, a pessoa tem a oportunidade de aprender outra língua.

 

Primeiramente, meu nome é Mariely de Lima Ataíde, tenho 20 anos de idade, sou estudante de Engenharia Ambiental e Energias Renováveis na Universidade Federal Rural da Amazônia em Belém do Pará, Brasil.

“Porque para Deus não há nada impossível.” (Lucas 1. 37)

No final de 2012, uma amiga de classe (Ana Karla Pontes) me mostrou as fotos de uma estudante que estava fazendo intercâmbio através do Programa Ciência sem Fronteiras em Portugal, o que me fez pensar seriamente sobre fazer intercâmbio. Após pesquisar sobre as possibilidades de participar do programa, decidi me inscrever e ter a oportunidade de estudar em outro país.

Os requisitos são os seguintes: ser brasileiro, estar devidamente registrado em uma universidade no Brasil, com no mínimo 20% do curso completo e no máximo 90%, ter nota acima de 600 no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), além de apresentar bom desempenho acadêmico, com boas notas, envolvido em projetos de pesquisas ou atividades como estágio na sua área de estudo, principalmente as relacionadas há CAPES ou CNPq, caso tenha recebido algum prêmio em alguma Olimpíada Nacional de Matemática, ou qualquer outra matéria, será muito útil para sua aprovação no intercâmbio e o aluno deve também estar disposto a permanecer no Brasil pelo dobro do tempo que durar o seu intercâmbio.

Primeiramente me inscrevi para estudar em Portugal, onde não era necessário apresentar proficiência no idioma. Porém, muitos estudantes se inscreveram para Portugal pelo mesmo motivo, então o Ministro da Educação, Carlos Mercadantes, decidiu oferecer aos inscritos a oportunidade de mudar o país de destino oferecendo o curso do idioma no determinado país. Decidi estudar no Reino Unido, porém o país não flexibilizou as exigências para a retirada do visto. Então, mais uma vez o programa Ciências sem Fronteiras nos concedeu a alternativa de estudar nos Estados Unidos, com direito a estudar Inglês antes das atividades acadêmicas.

Graças a Deus desde 2011 tenho estudado Engenharia Ambiental e Energias Renováveis na Universidade Federal Rural do Pará campus Belém, no final de 2013 recebi um e-mail do programa Ciência sem Fronteiras com a informação de que fui aceita para estudar na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, a qual esta entre as 10 universidades no rank mundial em sustentabilidade e gestão ambiental.

Agradeço a Deus por me conceder essa extraordinária oportunidade  de estudar nos Estados Unidos da América tendo todo o apoio do Governo Brasileiro. Tenho estudado Inglês Intensivo desde Setembro de 2013 no Centro de Extensão da Universidade afim de aprimorar as habilidades no idioma e atingir o nível requerido pela Universidade (nota 550 no TOEFL). Então poderei estudar disciplinas relacionadas à minha área de estudo, como ciências ambientais.

Aqui nos Estados Unidos o plano acadêmico não é semestral como no Brasil, e sim trimestralde acordo com cada estação do ano.

O curso Intensivo de Inglês possui um sistema de ensino organizado,  o qual padroniza o ensino da seguinte forma: no início do trimestre todos recém chegados fazem testes afim de  saber em qual dos níveis oferecidos (iniciante, elementar, pré-intermediário, intermediário, pós-intermediário ou avançado) cada um se encontra no momento. Então cada um inicia os estudos em seu específico nível no idioma, onde cada nível dura 10 semanas. As aulas são sempre pela manhã, porém alguns níveis tem algumas aulas pela tarde. Também há uma sala de multimídia onde podemos ler livros, revistas, jornais;  assistir documentários, filmes; acessar websites com específicos assuntos no Idioma Americano. Também há opcionais atividades como boliche, sessão de filme, Tarde de Sorvete assim como passeios e viagens para diferentes pontos turísticos. No fim de cada trimestre é realizada a Graduação, onde  os alunos que estão encerrando seus cursos recebem os certificados.

Atualmente estou no nível intermediário e tenho aprendido bastante com os professores e amigos americanos, além de ter a possibilidade de estudar com outros estrangeiros, pessoas de lugares diferentes como Coreia, Itália, Japão, Chile, China, Arábia Saudita, Líbia, etc.

A respeito dos recursos providenciados pelo programa Ciência sem Fronteiras, os custos para a retirada do visto são inteiramente responsabilidade do aluno, no entanto o programa oferece recursos como deslocação, passagem áerea para o país de destino; recurso para moradia durante todo o período do intercâmbio; recurso para comprar o material didático necessário, como notebook, iPad, tablet ou mesmo livros; recursos para a alimentação; além de um específico valor mensal para cada aluno para suas despesas pessoais. Em nenhum momento foi necessário meus pais me enviarem recursos financeiros, porque o suporte que o programa nos oferece é o suficiente e bem planejado.

Algo imprescindível aos alunos que planejam fazer intercâmbio, é tentar morar com Americanos e não entre brasileiros, porque obviamente interagindo com brasileiros pouco ou quase nada se aprenderá sobre a cultura americana. Atualmente, há diversas formas de se comunicar com pessoas daqui através da internet, como Facebook, websites, blogs, etc.

Algo que não posso deixar de comentar, é a significativa quantidade de estudantes brasileiros apoiados pelo programa Ciência sem Fronteiras nos Estados Unidos, porém raramente encontro estudantes da  região Norte, e tenho amigos que também estão estudando em outros países como Canadá e Austrália, onde ocorre a mesma situação, poucos alunos representando a região Norte do Brasil. Nada contra as outras regiões do país, todos somos brasileiros, estamos representando nossa nação, mas gostaria de ver a presença significativa de alunos da região Norte aproveitando tão excelente oportunidade que o governo brasileiro tem proporcionado através do programa Ciência sem Fronteiras.

Essa é uma parte da minha experiência em estudar nos Estados Unidos. Espero ter contribuído para quem está pensando em fazer o mesmo, o que recomendo, pois tenho aprendido não apenas como aprender outro idioma ou aperfeiçoar o conhecimento na minha área de estudo, mas principalmente como aprender a viver realmente, experiências pessoais, pois estar em um país e interagir com outras culturas, nos faz amadurecer, ou seja, enxergar realmente o que é a vida adulta.

Meu endereço eletrônico é Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., deixo o espaço dos comentários aberto para quem quiser perguntar algo sobre estudar nos Estados Unidos ou até mesmo sobre o programa Ciência sem Fronteiras. No que for possível, quero ajudar com todo prazer.

“Porque para Deus não há nada impossível.” (Lucas 1. 37)

31 Jan 2014

O que é?

Ciência sem Fronteiras é um programa que busca promover a consolidação, expansão e internacionalização da ciência e tecnologia, da inovação e da competitividade brasileira por meio do intercâmbio e da mobilidade internacional. A iniciativa é fruto de esforço conjunto dos Ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e do Ministério da Educação (MEC), por meio de suas respectivas instituições de fomento – CNPq e Capes –, e Secretarias de Ensino Superior e de Ensino Tecnológico do MEC.


O projeto prevê a utilização de até 101 mil bolsas em quatro anos para promover intercâmbio, de forma que alunos de graduação e pós-graduação façam estágio no exterior com a finalidade de manter contato com sistemas educacionais competitivos em relação à tecnologia e inovação. Além disso, busca atrair pesquisadores do exterior que queiram se fixar no Brasil ou estabelecer parcerias com os pesquisadores brasileiros nas áreas prioritárias definidas no Programa, bem como criar oportunidade para que pesquisadores de empresas recebam treinamento especializado no exterior.

+ INFO EM: http://www.cienciasemfronteiras.gov.br/web/csf



A EAER e o CSF

CLIQUE AQUI E VEJA A LISTA DO RELATO DE ALUNOS SOBRE SUAS EXPERIÊNCIAS NO EXTERIOR

Hoje a EAER conta com 14 alunos no exterior, nos seguintes países:
Estados Unidos: 7
Canada: 2
Itália: 2
Austrália: 1
França: 1
Noruega: 1