Portal do Governo Brasileiro

Primeiramente, meu nome é Mariely de Lima Ataíde, tenho 20 anos de idade, sou estudante de Engenharia Ambiental e Energias Renováveis na Universidade Federal Rural da Amazônia em Belém do Pará, Brasil.

“Porque para Deus não há nada impossível.” (Lucas 1. 37)

No final de 2012, uma amiga de classe (Ana Karla Pontes) me mostrou as fotos de uma estudante que estava fazendo intercâmbio através do Programa Ciência sem Fronteiras em Portugal, o que me fez pensar seriamente sobre fazer intercâmbio. Após pesquisar sobre as possibilidades de participar do programa, decidi me inscrever e ter a oportunidade de estudar em outro país.

Os requisitos são os seguintes: ser brasileiro, estar devidamente registrado em uma universidade no Brasil, com no mínimo 20% do curso completo e no máximo 90%, ter nota acima de 600 no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), além de apresentar bom desempenho acadêmico, com boas notas, envolvido em projetos de pesquisas ou atividades como estágio na sua área de estudo, principalmente as relacionadas há CAPES ou CNPq, caso tenha recebido algum prêmio em alguma Olimpíada Nacional de Matemática, ou qualquer outra matéria, será muito útil para sua aprovação no intercâmbio e o aluno deve também estar disposto a permanecer no Brasil pelo dobro do tempo que durar o seu intercâmbio.

Primeiramente me inscrevi para estudar em Portugal, onde não era necessário apresentar proficiência no idioma. Porém, muitos estudantes se inscreveram para Portugal pelo mesmo motivo, então o Ministro da Educação, Carlos Mercadantes, decidiu oferecer aos inscritos a oportunidade de mudar o país de destino oferecendo o curso do idioma no determinado país. Decidi estudar no Reino Unido, porém o país não flexibilizou as exigências para a retirada do visto. Então, mais uma vez o programa Ciências sem Fronteiras nos concedeu a alternativa de estudar nos Estados Unidos, com direito a estudar Inglês antes das atividades acadêmicas.

Graças a Deus desde 2011 tenho estudado Engenharia Ambiental e Energias Renováveis na Universidade Federal Rural do Pará campus Belém, no final de 2013 recebi um e-mail do programa Ciência sem Fronteiras com a informação de que fui aceita para estudar na Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, a qual esta entre as 10 universidades no rank mundial em sustentabilidade e gestão ambiental.

Agradeço a Deus por me conceder essa extraordinária oportunidade  de estudar nos Estados Unidos da América tendo todo o apoio do Governo Brasileiro. Tenho estudado Inglês Intensivo desde Setembro de 2013 no Centro de Extensão da Universidade afim de aprimorar as habilidades no idioma e atingir o nível requerido pela Universidade (nota 550 no TOEFL). Então poderei estudar disciplinas relacionadas à minha área de estudo, como ciências ambientais.

Aqui nos Estados Unidos o plano acadêmico não é semestral como no Brasil, e sim trimestralde acordo com cada estação do ano.

O curso Intensivo de Inglês possui um sistema de ensino organizado,  o qual padroniza o ensino da seguinte forma: no início do trimestre todos recém chegados fazem testes afim de  saber em qual dos níveis oferecidos (iniciante, elementar, pré-intermediário, intermediário, pós-intermediário ou avançado) cada um se encontra no momento. Então cada um inicia os estudos em seu específico nível no idioma, onde cada nível dura 10 semanas. As aulas são sempre pela manhã, porém alguns níveis tem algumas aulas pela tarde. Também há uma sala de multimídia onde podemos ler livros, revistas, jornais;  assistir documentários, filmes; acessar websites com específicos assuntos no Idioma Americano. Também há opcionais atividades como boliche, sessão de filme, Tarde de Sorvete assim como passeios e viagens para diferentes pontos turísticos. No fim de cada trimestre é realizada a Graduação, onde  os alunos que estão encerrando seus cursos recebem os certificados.

Atualmente estou no nível intermediário e tenho aprendido bastante com os professores e amigos americanos, além de ter a possibilidade de estudar com outros estrangeiros, pessoas de lugares diferentes como Coreia, Itália, Japão, Chile, China, Arábia Saudita, Líbia, etc.

A respeito dos recursos providenciados pelo programa Ciência sem Fronteiras, os custos para a retirada do visto são inteiramente responsabilidade do aluno, no entanto o programa oferece recursos como deslocação, passagem áerea para o país de destino; recurso para moradia durante todo o período do intercâmbio; recurso para comprar o material didático necessário, como notebook, iPad, tablet ou mesmo livros; recursos para a alimentação; além de um específico valor mensal para cada aluno para suas despesas pessoais. Em nenhum momento foi necessário meus pais me enviarem recursos financeiros, porque o suporte que o programa nos oferece é o suficiente e bem planejado.

Algo imprescindível aos alunos que planejam fazer intercâmbio, é tentar morar com Americanos e não entre brasileiros, porque obviamente interagindo com brasileiros pouco ou quase nada se aprenderá sobre a cultura americana. Atualmente, há diversas formas de se comunicar com pessoas daqui através da internet, como Facebook, websites, blogs, etc.

Algo que não posso deixar de comentar, é a significativa quantidade de estudantes brasileiros apoiados pelo programa Ciência sem Fronteiras nos Estados Unidos, porém raramente encontro estudantes da  região Norte, e tenho amigos que também estão estudando em outros países como Canadá e Austrália, onde ocorre a mesma situação, poucos alunos representando a região Norte do Brasil. Nada contra as outras regiões do país, todos somos brasileiros, estamos representando nossa nação, mas gostaria de ver a presença significativa de alunos da região Norte aproveitando tão excelente oportunidade que o governo brasileiro tem proporcionado através do programa Ciência sem Fronteiras.

Essa é uma parte da minha experiência em estudar nos Estados Unidos. Espero ter contribuído para quem está pensando em fazer o mesmo, o que recomendo, pois tenho aprendido não apenas como aprender outro idioma ou aperfeiçoar o conhecimento na minha área de estudo, mas principalmente como aprender a viver realmente, experiências pessoais, pois estar em um país e interagir com outras culturas, nos faz amadurecer, ou seja, enxergar realmente o que é a vida adulta.

Meu endereço eletrônico é Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., deixo o espaço dos comentários aberto para quem quiser perguntar algo sobre estudar nos Estados Unidos ou até mesmo sobre o programa Ciência sem Fronteiras. No que for possível, quero ajudar com todo prazer.

“Porque para Deus não há nada impossível.” (Lucas 1. 37)

31 Jan 2014

ENADE 2014

EXAME NACIONAL DE DESEMPENHO DOS ESTUDANTES 

ENGENHARIAS

 + Detalhes do ENADE14 


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